Artigo para Makhaira

A Ordenação de “Pastoras”: Permissão ou Proibição?
Historicamente, o cristianismo autêntico sempre estendeu a mão aos necessitados, prestando assistência aos pobres, estrangeiros e viúvas, bem como na criação de orfanatos, bancos alimentares, escolas públicas e hospitais. No entanto, algo que nunca fez foi abandonar a verdade, ao contrário do que muitos têm feito nos dias de hoje.
O que vemos cada vez mais são cristãos que deixam de se pronunciar contra o aborto ou, pior, abraçam essa prática; que defendem a homossexualidade e a nomeação de “pastoras” nas igrejas locais, entre outras decisões tomadas em nome da “justiça social”.
Esta visão moderna de “justiça social” baseia-se em ideologias humanistas e marxistas, em vez de princípios bíblicos; na suposta defesa da dignidade das mulheres, observa-se um completo desprezo pelas Escrituras.
Reconheço que, para alguns, posso dar a entender que estou a misturar “alhos com bugalhos”, ao colocar no mesmo grupo aqueles que defendem o aborto ou a homossexualidade e aqueles que defendem que as mulheres podem ser “pastoras”. Por isso, quero deixar bem claro que muitos igualitaristas não defendem a permissão bíblica para a homossexualidade.
No entanto, o meu ponto é o seguinte: até hoje, ainda não conheci uma igreja ou cristão complementarista que apoie a homossexualidade. Por outro lado, quem levanta a bandeira da “justiça social” é invariavelmente igualitarista…O caminho do igualitarismo é o início de uma descida com quase nenhuma possibilidade de retorno.
O problema dos igualitaristas não é principalmente hermenêutico, mas também reside no ponto de partida em que se encontram: num pântano de pressupostos e percepções culturais completamente subjectivos, através do qual interpretam as Escrituras.
Todos aqueles que seguem esse caminho acabam por abandonar o terreno sólido e seguro da Verdade de Deus.
Por que ser igualitarista e ordenar “pastoras” é abandonar a Verdade de Deus?
O Novo Testamento ensina claramente que as mulheres não devem servir como “pastoras”.
Há vários textos que sustentam esta posição, mas o que mais utilizo para responder categoricamente é 1ª Timóteo 2:11-15.
Nesta passagem, Paulo proíbe claramente as mulheres de exercer duas actividades essenciais ao ministério pastoral: o ensino1 e o exercício de autoridade à congregação.
Ele não o faz com base em pressupostos culturais, mas no desígnio de Deus estabelecido desde a criação, conforme revelado nas Escrituras.
“Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.” – 1º Timóteo 2:13
E quanto às mulheres que profetizavam?
Um dos argumentos mais comuns para justificar o ministério pastoral feminino é a presença de mulheres profetas no Antigo Testamento e de mulheres a profetizar no Novo Testamento.
É certo que em toda a Bíblia, há provas da enorme importância das mulheres no serviço a Deus e no ministério da igreja local, mas não há qualquer evidência no Antigo Testamento de nenhuma mulher sacerdotisa, e no Novo Testamento também não vemos nenhuma “apóstola”, “pastora” ou “presbítera”.
As qualificações dos pastores em 1ª Timóteo 3 e Tito 1 deixam claro que a função pastoral deve ser exercida por homens, pois ambos os textos afirmam que o pastor deve ser “marido de uma só mulher”.
Por isso, estou convicto de que rejeitar a ordenação de “pastoras” é afirmar a autoridade e a suficiência da Palavra de Deus.
Reconhecer, consentir ou apoiar mulheres que sirvam como “pastoras” é rejeitar a autoridade e suficiência de textos bíblicos como 1ª Coríntios 14:34-35 e 1ª Timóteo 2:11-15, além de todo o testemunho das Escrituras sobre as diferenças estabelecidas por Deus na criação, no lar e na igreja.
O ensino bíblico é suficientemente claro e a decisão é fácil de seguir: ordenar pastoras é abandonar a Verdade de Deus, negar a interpretação das Escrituras sustentada por dois milénios de história e, pior, afirmar que a Bíblia contém erros.
1 As mulheres podem ensinar, mas somente dentro dos padrões estabelecidos pelas Escrituras. Ex: O ensino das mulheres mais velhas as mais novas (Tito 2:3-35).